Desde que começou o “vai ou não vai” da placa do Mercosul, todo tipo de pergunta tem sido feita sobre as consequências da adoção do padrão. Uma pergunta recebida com frequência foi: os carros que não tiverem a nova placa serão desvalorizados?

Mesmo nessa época, não foi observada uma desvalorização dos carros que ainda não tinham a, até então, nova placa. De acordo com o presidente da consultoria JATO Dynamics do Brasil, Vitor Klizas, foi analisado o custo de propriedade e o valor da depreciação do veículo ao longo do tempo, no Brasil e até em outros países que passaram pelo mesmo processo de substituição, e não houve qualquer alteração nos preços.

“Em todos os mercados onde essa mudança aconteceu, não houve um impacto significativo na valorização do carro. Ou seja, um veículo não vale mais ou menos por causa de uma placa da versão anterior”, afirma Klizas.

Além disso, a placa Mercosul oferece um número de combinações muito superior ao atual. Segundo o presidente da JATO do Brasil, vai para 450 milhões de possibilidades, quase três vezes mais do que o modelo atual, que tem 175 milhões de números, e já são mais de 55 milhões de carros registrados – isto é, a conhecida placa cinza teoricamente ainda oferece muitas opções antes da aposentadoria.

“Está longe do limite, mas não se espera chegar no limite, porque é necessário atribuir uma série de letras para cada estado e por aí vai. Então chega-se ao limite em alguns estados antes de chegar a outros”.

Portanto, ainda não há motivo para se preocupar se haverá desvalorização na hora de vender seu carro usado com a placa atual. Caso o proprietário ainda tenha dúvidas quanto a adoção ou não, não é necessário realizar a troca nos carros que já rodam com o formato atual.

Só resta aguardar se os estados cumprirão o cronograma do Denatran e se agora vai mesmo ou não.

Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com